por Diego Eis
Novembro 16th, 2007
Acabei de ler o artigo “Acessibilidade Web: 7 mitos e um equívoco” escrito pela Lêda Spelta do AcessoDigital. Um artigo que só quem entende profundamente o tema, poderia escrever com tanta clareza.
Mesmo assim, quero fortalecer o que ela disse no artigo e enfatizar mais o que já venho dizendo aqui.
No artigo a Lêda fala sobre aqueles mitos (desculpinhas esfarrapadas, em vez de mitos, na minha opinião) que profissionais sem conhecimento básico e falta de curiosidade, sempre dizem quando ouvem a palavra acessibilidade.
Já disse isso aqui e em algumas palestras: damos uma série de desculpas para não ter trabalho demais, principalmente quando achamos que fazer um site acessível dá um trabalho terrível e não tráz retorno algum. Sempre deixamos para segundo plano ou para a próxima atualização do site. Acontece que esse é um assunto que simplesmente não pode ser procrastinado como geralmente fazemos.
Acessibilidade é coisa séria e grande engano se você acha que o trabalho de acessibilidade destinam-se apenas para cegos ou para pessoas com qualquer deficiência visual. Ela envolve uma série de grupos de usuário, e cada grupo com tem sua particularidade.
Infelizmente ainda estamos deixando em segundo plano essa tal de acessibilidade… Na maioria das vezes um simples “alt” faz a diferença. E ainda assim, pode servir como desculpa para não fazer um trabalho mais rebuscado.
O desenvolvedor coloca os alts nas imagens, um link para pular direto para o conteúdo, um menu acessível e acha que o trabalho de acessibilidade está terminado. Embora essas coisas ajudem muito, o trabalho não é completo. Embora seja uma iniciativa interessante.
No último mito que a Lêda descreve - que na verdade não é mito, mas sim, um conceito pré formado pela maioria dos profissionais - é a seguinte: “Meu site é direcionado a um público específico; ele não interessa a todos os grupos de usuários.”
Ela dá pelo menos 4 exemplos matadores sobre esse pensamento tacanho.
Se você vai fazer um site que vende monitores, você pode pensar não precisa fazer um site para cegos porque, afinal de contas, um monitor pode não fazer muita diferença para alguém que não enxerga. Mas e se esse alguém tiver um filho designer ou fotógrafo? Ele não pode entrar o seu site para escolher um monitor de presente para o filho?
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Este post foi criado
na Sexta-feira, Novembro 16th, 2007 às 00:42 e está arquivado em Tecnologia e Tendências.
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Consegui entender a mensagem, eu sinceramente ainda não fiz um site para cegos mesmo porque ainda não sei nem como testar um site para cegos (basta fechar os olhos ?).
Na verdade me preocupo mais na parte de acessiblidade relativo aos PDA’s e celulares com acesso a internet, que está cada vez mais comum, principalmente com a disponibilização de redes wireless nos mais diversos lugares, desde cafeterias a baladas.
[]’s
Ótimo posto como sempre.
Olá Diego!
Realmente, já cansei de ouvir outros desenvolvedores dando estas mesmas desculpas ou senão, piores…
Pra quem (ainda) não viu, esse vídeo é bem interessante: http://acessodigital.net/video.html
[]’s
Adriano Vieira
Acho que esse processo de acrescentar mais algumas funções, para que os sites desenvolvidos possam ficar acessíveis para todos, ainda vai demorar um pouco para pegar. Tem gente que fala, fala mas o próprio site continua foras dos padrões de acessibilidade.
[…] Pra quem quiser mais, o Diego comentou o artigo neste post aqui. […]
É preciso atitude, muita gente fica tentando tapar o sol com a peneira, se todos fizermos uma parte já é um bom começo.
Se cada fizer seu blog acessivel e seus projetos também, com certeza teremos uma grande gama de sites completamente acessível, temos que fazer nossa parte e informar os outros do que estão perdendo não fazendo a deles!
Estou cada dia mais convencido que acessibilidade não só é uma questão social e, principalmente, comercial!
Esse assunto ainda vai reder muita proza, o governo poderia deixa melhorar a acessibilidade dos seus sites, muitos ou maioria absoluta tem uma navegação horrível.
Garantir acesso a todos é função básica dos desenvolvedores que dizem fazer um bom trabalho.
Esse assunto vai longe e quem não acompanhá-lo, e isso não é uma previsão, vai sempre ficar um passo atrás.
Falando em acessibilidade… Procrastinar quase me fez acreditar que eu era analfabeto… ehehehe Brincadeira…
Acredito que assim como os padrões web, a acessibilidade é algo que tem que ser discutida e praticada por todos nós que fazemos parte do desenvolvimento web.
Sobre o tableless em si ele tem um pequeno problema de assesibilidade, eu sou daltonico e tenho muita dificultado em visualizar o calendario que fica na coluna da direita…
O TP mandou bem quanto ao lance do calendário, não tenho dificuldades gerais quanto à vista mas as cores do calendário, em especial dos dias em que tem artigos, são difíceis de ler.
Mas se o usuário é cego, como ele irá escolher um monitor para o filho?
velho eu sempro curti esse site, e todo seu conteudo, mas esse é horrivel, ja ta parecendo coisa de nerd, acessibilida, usabilidade…. alguem aqui estuda isso de verdade?!
pelo amor!
Muito bom o artigo, acredito que a maioria das desculpas se vem mesmo pelo falta de prazo para entregar o site.
Ps: não precisa ser daltônico para ter dificuldades em ler calendário acima.
“Acessibilidade web é para…
* … Quem tem dificuldade para
o ver a tela,
o usar o mouse,
o usar o teclado,
o ler um texto,
o Ouvir um som,
o navegar na internet;
* … Quem usa um navegador diferente;
* … Quem usa um equipamento muito antigo;
* … Quem usa um equipamento muito moderno;
* … Quem tem uma linha de transmissão muito lenta;
* … Quem está num ambiente ou situação que limita alguns dos seus sentidos ou movimentos, ou que requer a sua atenção.
”
Acho que ela foi longe demais afirmando isso! Tudo evolui e se o usuário não se preocupar em evoluir junto, fica para trás num processo natural. Porque devemos nos preocupar com quem usa internet discada se a banda larga barateia a cada dia? Acho que preocupações preciosistas como essa barram a evolução da internet.
Elias… amanhã pode ser tu que precise de um site acessível mas hoje, com certeza, tu faz uso dessa tal de “usabilidade”.
Quanto a tal “coisa nerd”… boa parte dos leitores do tableless devem ser nerds ( conscientes ou não ).
Hey, só estou comentando 
Nem sempre procastinar a acessibilidade eh perigoso!!