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por Diego Eis 23 June 2008

Web Standards Project – WaSP

No início, fabricantes de browsers, W3C e desenvolvedores começaram quase que ao mesmo tempo. Neste começo não brotaram desenvolvedores web do chão. Essa profissão não existia. Os primeiros que trabalharam nessa área, migraram de profissões parecidas: quem era programador desktop naquele tempo, começou a programar para web. Quem era designer de impresso, começou a fazer design [...]

No início, fabricantes de browsers, W3C e desenvolvedores começaram quase que ao mesmo tempo.

Neste começo não brotaram desenvolvedores web do chão. Essa profissão não existia. Os primeiros que trabalharam nessa área, migraram de profissões parecidas: quem era programador desktop naquele tempo, começou a programar para web. Quem era designer de impresso, começou a fazer design para web.

Os desenvolvedores

Os programadores estavam se acostumando com a maneira nova de criar sistemas e sites para web. E designers estavam se habiatuando às diferenças que existiam no design para web e impresso. Haviam muitas coisas para se acostumar, começando pelos erros de compatibilidade.

O W3C

O W3C foi criado para regulamentar e criar padrões para a publicação de conteúdo na web. Quando ele começou, não haviam documentos completos, com listas e regulamentos explicando cada um dos padrões. Esses documentos eram rascunhos, muitas vezes incompletos e com apenas uma descrição do que seria aquele padrão.

Com a falta de documentação completa e detalhada, os browsers aproveitavam para criar códigos proprietários, dificultando o desenvolvimento.

Os browsers

O Netscape (antigo Mosaic), era o browser com a maior base de usuários. Para ser sincero, não haviam muitos browsers concorrentes naquela época. A Microsoft, aproveitou o poder que ganhara com a distribuição do Windows com a IBM, e criou o Internet Explorer para concorrer com o Netscape. Foi aí que a Guerra dos Browsers começou.

A guerra por usuários somada com a falta de padrões resultou em códigos proprietários. Conquiste os desenvolvedores e conquistará a web.

Todo esse tumulto no começo da web fez com que o desenvolvimento de sites se tornasse mais complicado, confuso. Em conseqüência a mão de obra se tornava mais cara e o custo de desenvolvimento também. Era caro comprar um site e era mais caro ainda manter esse site.
Era preciso fazer duas versões de sites: uma para Internet Explorer e outra para Netscape. Qualquer atualização ou alteração de layout, era necessário modificar as duas versões. Isso significava trabalho em dobro, logo o custo aumentava.

A Cavalaria - WaSP

Um grupo de desenvolvedores, na maioria designers, formaram um movimento chamado Web Standards Project – WaSP. Um grupo cuja missão seria divulgar os Padrões Web como guias para o desenvolvimento web. O projeto era encabeçado por profissionais como Jeffrey Zeldman, inconformados com o caminho que o desenvolvimento web estava caminhando. E eles tinham toda a razão.

A primeira grande coisa que fizeram foi convencer a Netscape a doar para a comunidade o engine do Netscape. Um grande feito que se não fosse alcançado, hoje não teríamos a fundação Mozilla com seu browser Firefox.

A segunda missão foi fazer com que os fabricantes de browsers seguissem as idéias e recomendações do W3C.
O diferencial naquele tempo dos browsers era apenas o número de usuários. Não haviam add-ons, interface interligada com serviços sociais, leitores de feeds, nem nada do gênero. Seguir o W3C era dizer adeus ao código proprietário e abrir oportunidades para os desenvolvedores a criarem sites para o browser concorrente.

Outro objetivo do grupo era fazer com que os desenvolvedores também adotassem os Padrões do W3C. E esse objetivo está sendo cumprido até hoje.
A resitência de hoje, não é nada com a resistência encontrada há 5 anos atrás. Os desenvolvedores estão mais aberto às novas propostas e os novos profissionais já começam aprendendo da maneira correta.

Hoje as coisas estão bem mais fáceis. Browsers e desenvolvedores lutam a favor dos padrões. W3C e entusiastas estudam novos padrões e pedem sugestão dos profissionais.
Com o amadurecimento das partes, o conhecimento se renova e desenvolver para web fica mais divertido.

7 Opiniões Quero Opinar
  1. Comecei a desenvolver sites a mais ou menos 2 anos, e quando comecei não seguia os padrões da w3c, pois nem sabia que existia ‘padrões’. Hoje só faço sites dentro dos padrões web, mas alguns browsers (internet explorer) insistem em não seguir todos os padrões, e as vezes alguns hacks são necessários, hehe. Ótimo post, boa história!

  2. VitorGGA says:

    Mais divertido e mais fácil lógico.
    É como querer validar e-mail usando ereg e descobrir que já existe uma função no php que faz isso sozinho :p

  3. Um pouco de nostalgia faz bem pra todos, não é mesmo? :D Este post é bem um resumo da minha monografia de faculdade (bons tempos…) Vamos pegar um gancho e falarmos de WCAG. Que tal? No site do Maujor tem uma tradução do WCAG Samurai. Vale uma leitura.

    Vlw!

  4. Marcos says:

    Mudando de assunto, é só no meu IE6, ou no de todo mundo o site http://www.tableless.com.br não está rodando como deveria?

    Querendo ou não, ainda existe uma boa porcentagem de usuários usando o IE6.

  5. Aleagi says:

    Olá Marcos,

    Não, não é só no seu não, no meu também! @:D

    Eu desenvolvo para a web seguindo padrões e posso afirmar que a maioria do meu tempo “perdido” é arrumando as coisas para o IE6. 10% do tempo de um projeto é para isso, acreditem ou não. Estudar a melhor maneira de se fazer isso é legal quando se tem tempo, mas na prática muita coisa precisa ser feita imediatamente, como estancar um sangramento em um campo de batalha.

    Mas eu não sei se o Diego resolveu simplesmente ignorar os usuários de IE6 (que ainda são e serão, por algum tempo pelo menos, grande fatia dos usuários, e isso independe da minha vontade ou da vontade coeltiva dos que desenvolvem para a web.

    Pessoalmente não acho nada agradável deixar de lado algum tipo de usuário, seja ele qual for. Mesmo os que ainda usam o Internet Explorer 5.x (esses sofrem MESMO) é preciso tentar, ao menos, minimizar as coisas para eles.

    E os que usam leitores de tela, como fazem? Ignoro-os?

    Temos que pesar na balança se vale à pena ter 2 ou 3 avisos de erro de “FORA DO PADRÃO” e matner todos os usuários vendo um site agradavelmente, pelo menos…

    No caso do tableless, a coisa ficou um pouco fora do planejado, mas nada que incomode tanto! @;)

    Seria interessante criarmos um aviso para os IEcas 6 users: “Vendo tudo torto, clique aqui” e já mete o Firefox para download! @;)

    Abração e bom trabalho para todos!

  6. Marcos says:

    Olá Aleagi,

    Sou desenvolvedor também e acompanhei por muito tempo o site. E sim, fiquei surpreso de ver tudo torto no IE6.

    Acho que acima de tudo temos que ser profissionais e deixar nossos gostos pessoais pelo browser X ou Y de lado na hora de desenvolver. Legal fazer campanha a favor do Firefox (meu preferido) ou qualquer outro browser, mas não podemos fazer isso no site de nossos clientes. Nem imagino como iria explicar pros clientes que quem usa IE não pode ver seu site.

    Eu consigo desenvolver um site totalmente válido tanto pra Firefox quanto pra IE6.

    Até entendo que este é um site mais voltado para desenvolvedores, mas mesmo assim. Os cursos que os caras vendem aqui só desenvolvem pra Firefox? Acho que não. Pelo menos não deveria, já que o objetivo é formar bons profissionais.

    Abraço.

  7. Aleagi says:

    Salve!

    Pois é, isso também me deixou intrigado. Será que o famoso “Em casa de ferreiro o espeto é de pau” se faz valer aqui?!? :)

    Eu acho que faltou foi tempo para arrumar isso, mas não pode deixar assim né! ;)

    Aliás, acho que o comentário surtiu efeito, abri o site no IE6 e está tudo certinho agora.

    Desculpem a chatisse, como se eu não tivesse nada para fazer, mas a coisa saltou aos olhos.

    Sabia que poderia confiar em vocês! :D

    Bom trabalho para todos aí e que a cada dia precisemos de menos e menos hacks!

    Abraços,
    Aleagi
    .

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