Busca

Boas práticas de Desenvolvimento com Padrões Web


Caminhando pelo HTML – parte 1

Vou publicar aqui a série de artigos sobre HTML que escrevi para a revista Webdesign. É uma série de 5 e vai sair um a cada 15 dias. Segue o primeiro: Este mês vamos iniciar uma série de estudos sobre HTML. Alguns podem estranhar o fato de ocuparmos espaço nesta revista para falarmos sobre um assunto [...]

11/12/2006 por Elcio Ferreira
30 Comentários

Vou publicar aqui a série de artigos sobre HTML que escrevi para a revista Webdesign. É uma série de 5 e vai sair um a cada 15 dias. Segue o primeiro:

Este mês vamos iniciar uma série de estudos sobre HTML. Alguns podem estranhar o fato de ocuparmos espaço nesta revista para falarmos sobre um assunto tão comum e uma linguagem tão simples. Por isso, vou começar explicando o que me motivou a escrever esta série.

Simples e Importante

HTML é uma linguagem bastante simples, mas muito importante. Praticamente tudo na web é feito com HTML ou depende dela de alguma maneira. Até um site todo em Flash é publicado num arquivo HTML.

Este primeiro artigo pode parecer muito básico. Não se engane, há muita coisa importante a aprender nos fundamentos do HTML. Às vezes o que nos faz falta é mesmo o conhecimento inicial, e tenho visto muita gente tropeçar nas coisas simples. Vejo muitas “soluções” inventadas com CSS e Javascript para resolver problemas que o HTML resolve sozinho. Tenho visto também muita gente que faz um trabalho limitado simplesmente porque não conhece os recursos disponíveis na linguagem.

Outro motivo para escrever é o fato de que tenho visto muita gente capaz, habilitada a trabalhar com layouts CSS ou programação Javascript/AJAX, perdendo seu tempo com problemas simples de HTML.

Eliminar o medo

Nossa primeira tarefa é perder o medo do HTML. Se você trabalhou com HTML sem CSS, ou com pouco CSS, com código baseado em tabelas ou gerado automaticamente pelo editor visual, tem boas razões para ter medo de HTML. Se, como eu, teve que fazer seu HTML funcionar nos velhos Netscape 4 e Internet Explorer 4, deve mesmo ficar apavorado.

Deixe-me avisá-lo, não é daquele velho HTML complicado que estamos falando. Pretendo mostrar-lhe que, trabalhando com padrões web, HTML é uma linguagem realmente simples, e muito poderosa.

Recursos únicos

HTML é uma linguagem com recursos únicos, feita para ser usada na construção duma Internet aberta e acessível. Conhecê-la pode tornar seu site mais acessível e muito flexível. Foi feita para que seu site funcione em qualquer navegador, em qualquer plataforma. Para que ele seja acessível em seu celular, e apareça bem no Google. Os primeiros artigos desta série vão falar sobre isso.

Além disso, é uma linguagem extensível. Os últimos artigos vão falar de microformatos, GeoURL e outras maneiras de se estender o HTML, e mostrar algumas aplicações que estão surgindo baseadas nisso. Este é um excelente motivo para escrever sobre HTML. Você vai gostar de conhecer os novos usos que estão sendo dados à linguagem e as extensões do HTML que você pode usar em seu site.

HTML é a própria base da construção de sites com padrões web. Antes da formatação CSS, de um elegante javascript baseado em DOM ou um poderoso Ajax, todo site baseado em padrões começa com HTML e é impossível trabalhar com padrões web sem saber HTML.

A idéia básica: texto simples

A idéia básica por trás do HTML é muito simples: ele é um arquivo de texto. Isso mesmo, texto puro, como o que você pode escrever no bloco de notas. Essa é a natureza fundamental do HTML, e que o torna acessível em qualquer plataforma e em qualquer dispositivo. Embora existam plataformas de software que não suportem imagens, sons ou flash, não há sistema que não suporte texto.

XML

Um daqueles fundamentos que muita gente ignora é o fato de a linguagem HTML tem versões. Neste tutorial trabalharemos com a versão XHTML 1.0. XHTML é uma versão da linguagem HTML que é compatível com XML. Na prática, para quem escreve o HTML, isso significa ter uma meia dúzia de regras simples ao escrever, poder usar validadores automáticos muito poderosos em seu código e produzir código preparado para as aplicações que estão surgindo e ainda vão surgir baseadas em XML.

Quando abordarmos os microformatos, no final dessa série, isso vai ficar mais claro. Por hora, basta saber que seguindo o padrão XHTML você vai estar pronto para o que vamos fazer depois.

tags

O texto HTML é muito simples, é quase como texto comum. A principal diferença é que há pequenas marcas que podemos colocar no texto para indicar suas partes. Por exemplo, digamos que determinada palavra no texto precise de um destaque especial, você pode fazer isso assim:

Um <strong>diamante</strong> é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão.

O código <strong> indica o início do texto destacado, e o código </strong> o seu final. A esses pequenos marcadores damos o nome de tags (etiquetas) porque servem justamente para marcar trechos do texto. Veja um trecho típico de código HTML:

<h1>PASSAREDO</h1>
<p>Cuidado, homem que (se) mata! Quem é que você mata se mata a mata, que não a si mesmo?!</p>
<p>O poema de Luiz Angelo Vilela Tannus dá o triste aviso: Cuidado, existência! O homem pode acabar com você...</p>

Temos aqui um título (h1) e dois parágrafos (p) de texto. Código simples, tanto de se escrever quanto de se ler.

atributos

Nem todos os parágrafos são iguais. O mesmo com os títulos, imagens, links, listas, menus e formulários. Muitas vezes uma tag não é o suficiente para representar o que você quer dizer em determinado trecho de código. Por exemplo, ao inserir um link, é preciso dizer para onde esse link aponta, e muitas vezes você quer indicar também qual será o texto da tooltip que aparecerá quando o cursor estiver sobre o link. Logo, você tem um link assim:

Isto é um link: <a xhref="http://www.tableless.com.br" >Tableless</a>.

E com o texto da tooltip:

Isto é um link: <a xhref="http://www.tableless.com.br" title="Tableless: web standards">Tableless</a>.

Os atributos são sempre usados para definir características das tags, como o endereço de uma imagem ou o tipo de um campo de formulário. Um documento HTML é basicamente composto desses três elementos: texto, tags e atributos. Simples, não?

semântica e significado

Você deve ter notado uma característica interessante do HMTL: cada tag significa alguma coisa. Assim, usa-se a tag strong (forte) para destacar trechos de texto, p para fazer parágrafos, h1 para títulos e a para links, para citar as que já usamos. É importante usar a tag certa para cada tarefa, e este é um dos principais segredos do trabalho com HTML. A boa notícia é que a quantidade de tags é pequena e você logo saberá de cor todos as possibilidades.

Muita gente tem escrito HTML, seja em editores de código ou em editores WYSIWYG, quebrando essa regra básica. Ao observar o resultado em seu navegador, parece tudo bem. Mas quando você avalia o mesmo site num navegador simplificado, como os de dispositivos móveis, percebe a falta que fazem as tags em seus lugares exatos.

A essa característica do código, de usar a tag certa para cada tarefa, damos o nome de semântica. Ou seja, significado. Cada tag tem um significado, e você não pode usar uma tag de título para fazer um parágrafo de texto comum ou uma tag de endereço para fazer um menu.

É sobre esse significado que estão sendo construídas uma série de aplicações interessantes. Há leitores de tela para cegos que, baseados na semântica do documento, auxiliam o usuário em sua navegação. Ele pode, por exemplo, ouvir apenas os títulos da página para encontrar com facilidade o conteúdo que o interessa. Robôs de busca como o Google parecem entender a semântica do documento ao pontuar as páginas. E os microformatos são construídos em cima da semântica.

Nosso caminho

Espero ter lhe vendido meu peixe. Nos próximos três artigos vamos falar sobre a estrutura básica do HTML, a construção do código, as tags disponíveis, as informações relacionadas, como a página de código usada (se você tem problemas com acentos, precisa ler este artigo) e as folhas de estilo relacionadas. E no final dessa série daremos o passo além falando sobre os microformatos e como você pode aumentar as funcionalidades disponíveis em seu HTML. Até!

30 Comentários

Sua opinião:

Vamos elevar o nível de discussão. Exponha sua opinião, sua crítica.



RSS dos comentários deste post
URL para Trackback

30 Comentários

Micox 11/12/2006 às 08:18

Não tenho o que dizer. Simplesmente ótimo o artigo, mesmo para já experientes em xhtm.

Até que enfim o tableless.com.br parece estar voltando a sua época de ouro. Parabéns :)

Areta do Bem 11/12/2006 às 08:23

Muito bom!
Com certeza acompanharei “de perto” essa série de artigos sobre HTML.

Parabéns,
[ ]’s

silfar 11/12/2006 às 09:29

Muito legal, vou aguardando a continuação.

Joares 11/12/2006 às 09:31

Boa iniciativa…

Jåµë§ ßønd 11/12/2006 às 09:40

-= Já estou ansioso pelo próximo, tudo que quero é aprender a criar códigos mais elegantes.

Camilo 11/12/2006 às 09:45

Seria legal mesmo você misturar posts práticos (como esse) com outros sobre web.

Rafael Oliveira 11/12/2006 às 10:02

Já disseram, mas eu reforço. Excelente artigo, aliás, excelente séria de artigos né. =P

Sem dúvida vou ler os próximos também!

Abraços!
Té! =)

Diogo Menezes 11/12/2006 às 10:23

Fala diego, nunca vi esses atributos XHREF e MCE_HREF, poderia explicar eles ?

Abraços !

William Grasel Martins 11/12/2006 às 11:10

Ótimo artigo, hj em dia vejo muitos iniciantes perdidos nessa onda de XHTML, semântica, e eles não tiveram a oportunidade q eu tive de acompanhar o tableless.com.br desde o início.

Acompanharei a série de artigos, só gostaria de saber para qual revista de webdesigner vc esta escrevendo.

Abraços!

Elcio 11/12/2006 às 11:15

Olá, Willian, como vai?

É para essa aqui:
http://www.arteccom.com.br/webdesign/

james clebio 11/12/2006 às 11:18

boa, diego!

Alex Martins 11/12/2006 às 11:24

Muito show de bola, parabéns pelo artigo, é uma inspiração.
PAZ E BENÇÃO – B-)

Erick Wilder 11/12/2006 às 12:50

Ótimo artigo. Espero ver coisas nos próximos que não acertem só a galera inexperiente com HTML, mas também os veteranos em escrever o código “na unha”.

André 11/12/2006 às 14:08

Muito bom. Por essas e outras é que os profissionais da web estão mais desvalorizados à cada dia. Por que pagar uma boa grana por um profissional qualificado se qualquer um pode fazer a mesma coisa quase de graça, lendo apenas uns “tutoriaiszinhos” de blog por aí?? Eu me tapo de nojo disso. Tou revoltado mesmo. x-( E Salve a sabedoria dos médicos e advogados.

Carlos Eduardo 11/12/2006 às 15:20

Muito legal seu texto.

É ótimo termos referências desta natureza, disponibilizando e difundindo o conhecimento para novos desenvolvedores, abrindo a mente deles para a semântica e correto desenvolvimento do código.

William Grasel Martins 11/12/2006 às 16:25

Para o site de uma revista de webdesign eu sinceramente não gostei muito do design não, e muito menos das funções do dreamweaver… rs

Mas tudo bem, a revista em si é boa!

Detalhe: Willia’m’ … =D

Abraços!

Rafael Baialuna 11/12/2006 às 22:26

Muito bom. Por essas e outras é que os profissionais da web estão mais desvalorizados à cada dia. Por que pagar uma boa grana por um profissional qualificado se qualquer um pode fazer a mesma coisa quase de graça, lendo apenas uns “tutoriaiszinhos” de blog por aí?? Eu me tapo de nojo disso. Tou revoltado mesmo. x-( E Salve a sabedoria dos médicos e advogados

A questão de “desvalorização da profissão” é algo que os únicos responsáveis são os próprios desenvolvedores… na busca infinita de clientes, muitos aceitam vender ouro e receber em barro… jogam o preço lá em baixo… eu tenho um teto mínimo para meus clientes, sendo que eles gostem ou não… não paguei uma faculdade de Web para aceitar qualquer trocado…

Agora, a questão de “reter conhecimento”, é puro atraso.. tem mais é que compartilhar com outros profissionais da área.. Salve médicos e advogados… que apesar da enorme concorrência, fazem de tudo para difundir seu conhecimento.. assim como muitos de nós, profissionais da web!

Abraços! Excelente artigo!

Ian Liu 12/12/2006 às 10:21

“Por hora (…)”

seria

“Por ora (…)”

;)

Busca na Google

André 12/12/2006 às 11:41

É, os médicos fazem de tudo para difundir seu conhecimento, entre si, e isto é muito importante para a evolução pessoal de cada um e para o mercado. Agora, pede pra um médico um tutorial de como fazer uma cirurgia. Aposto como ele também ensina pra qualquer um.

joshua 12/12/2006 às 17:16

Mais uma vez uma série de artigos que visa sedimentar nossos conhecimentos sobre html, semântica e outras coisinhas que nos acompanham e que precisamos ter esses termos bem explicados ao nosso cérebro. =]
Também estou procurando saber para que servem os atributos xhref e mce_href da tag “a”.
Por fim mas não menos importante: Parabéns a toda equipe do tableless, já estou juntando meu dinheirinho para fazer alguns cursos da Visie. =]

Helinton 13/12/2006 às 10:52

Super útil este artigo. Parabéns! Espero pelos seguintes com ansiedade.
Um abraço.

Icaro Freitas 14/12/2006 às 11:35

Muito bacanda esse tutorial, agora é aguardar os próximos.

Valeu!

Paulo Andrade 14/12/2006 às 16:33

Beleza, muitas coisas é bom relembrar.

Rafael Santini 14/12/2006 às 23:01

Boa iniciativa!
Gostei muito do texto e da didática.
Achei legal também ter colocado o xhref e o mce_href, pois deixa algo interessante como “dever de casa” até a próxima parte.
Parabéns!

Ricardo 17/12/2006 às 03:39

Um LIXO.
mais um que fica so nas definiçoes, traduzidas.

Jr Godoi 03/01/2007 às 20:28

Estou ansioso pelo próximo ;)

Marcus Vinicius 06/01/2007 às 14:53

Poxa , depois de anos quebrando a cabeça eu acho que agora sim vou aprender esse bendito trosso =) , eheheheh vlw cara otimo artigo!

geovania 11/05/2007 às 12:18

Eu achei muito interesante mais eu queria uma apostila que me fornecesetodo o conteúdo de HTML

Camilo 30/05/2009 às 18:44

Olá, muito bom o artigo!!!!!

Ja me ajudou um pouco

estou fazendo webdesing e gostaria se possível um lista com tags usadas no HTML, ou senão as mais usadas.
Obrigado !