por Diego Eis
Março 18th, 2008
Quando o Netscape e o Internet Explorer faziam a Guerra dos Browsers o principal objetivo era conquistar usuários. As formas que os dois utilizavam para adquirir adeptos eram prejudiciais para o desenvolvimento web. Basicamente o que os browsers faziam era criar códigos proprietários. Isso gerava um retrabalho terrível para os desenvolvedores. Se você tivesse 10 sites para gerenciar, na verdade seriam 20, por conta de ter a necessidade de haver uma versão para Netscape e outra para Internet Explorer. Isso gerava trabalho em dobro. Se houvesse alguma modificação no layout, texto ou programação, o desenvolvedor teria que atualizar as duas versões dos sites.
Era normal que o visitante ao entrar nos sites via dois logos: um do Netscape e outro logo do Internet Explorer e a seguinte frase: “Qual browser você utiliza?” Então o usuário escolhia qual browser ele utilizava e clicava no link que o levava para um site desenvolvido especialmente para aquele browser.
A idéia era simples: se a grande maioria dos usuários utilizassem o Netscape, por exemplo, os desenvolvedores seriam obrigados a desenvolver em primeiro lugar para o Netscape e deixar o Internet Explorer em segundo plano.
O problema é que essa guerra estava ficando insuportável para os desenvolvedores. Desenvolver para web estava ficando muito caro. Ter um site simples publicado custava caro e o desenvolvimento era demorado e confuso.
Felizmente essa guerra acabou. Hoje os fabricantes de browsers estão com outro pensamento. A guerra de hoje é mais silenciosa e agrega muito mais valor ao desenvolvimento web. Os métodos para conquistar usuários é direcionada em serviços. Sim, ainda é mais difícil conseguir os usuários mais leigos, mas essa massa está se renovando e novos usuários de internet já sabem qual browser escolher e os motivos para escolhê-lo.
Internet Explorer 8, Safari 3.1 e Firefox 3 estão se esforçando para alcançar o nível máximo de suporte aos Padrões. Isso conquista o desenvolvedor que por sua vez vai evangelizar o usuário leigo a utilizar o browser mais interessante e útil para as necessidades dele.
Agora, o objetivo mais difícil ainda precisa ser cumprido: convencer os desenvolvedores a utilizar os Padrões Web. Com certeza este é o caminho mais complicado. Pelo menos, se não for por bem, vai por livre e espontânea pressão. A seleção natural infalível do mercado cuidará desses.
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na Terça-feira, Março 18th, 2008 às 18:48 e está arquivado em Artigos, Browsers, Tecnologia e Tendências.
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Pois é. Hoje a situação é bem melhor. Mas a grande maioria ainda usa o IE6. Até que o IE7 é bonzinho, mas poucos usam.
O melhor de tudo é que quem ganha com isso somos nós: os desenvolvedores
(e usuários claro!)
Ainda não consigo ver o IE com suporte para os padrões web, parece tão fora da realidade… tipo um sonho mesmo. Mas vamos ver no que vai dar! Bom artigo! Abraços!
“A seleção natural infalível do mercado cuidará desses.”
Tu profetizou com essa Diego.
Onde eu vou, tento pregar o uso do Firefox e o foxit, leitor de PDFs 4.815.162.342 mais rápido que o Adobe Acrobat Reader (eca!)
PS.: Não sou fã de LOST viu ?
“A seleção natural infalível do mercado cuidará desses.”
Muito bom, concordo plenamente. Estamos iniciando uma startup de serviços web e o primeiro requisito pra qualquer um que for trabalhar conosco é ter conhecimento pleno de padrões web.
Ainda acho que essa guerra não acabou totalmente. O Firefox é o único +- 98% bom, o Safari é um que foca + em CSS3(que ainda nem está pronta) e o IE8 é a mesma “#$8*@=+§” de sempre, outro navegagor que acho legal é o Opera.
Bom seria se essas empresas que fazem esses navegadores fossem na Mozilla ter aula de como fazer um navegador, convenhamos, ela é a melhor “fábrica” de browsers.
O que acho legal do FF é que quando apresenta algum erro de CSS ou de JS, por exemplo. Geralmente(quase sempre) é falha do desenvolvedor. O FF é o que melhor em interpretar os web standards.
Concordo em todos os ângulos sobre o mercado atual já estar filtrando o profissional, mas isso é lento, não somente digo por mim, mas pela realidade.
boa matéria, lembro-me muito bem dessa época, 90 e poko rss.. havia tambem a guerra dos provedores, UOL - com aquela propaganda de um ratinho chato e miseravel e do ZAZ, hoje terra.. pela internet discada.. os tempos mudam.. a internet evolui, e junto os desenvolvedores, alguns.. bom só faltou o link no final da máteria, clique aqui e faça o curso de “tableless” ou melhor padrões web 
brincadeiras a parte.. boa a matéria, até +
Realmente o IE 8 foi atrás dos padrões, se você fizer um site para FF, ele roda no IE 8 com praticamente 99% de compatibilidade pelo que testei até agora.
Mas tem um problema, os hacks, gambiarras e etc que faziamos para IE 6 e 7 dão pau no IE 8.
A Microsoft concerto um problema e nos deu outro parece.
Esse foi um dos melhores posts que li nesse blog. Parabéns Diego!
Essa coisa aí dos hacks que o Leonardo citou foi boa…e agora?! O que vamos fazer com nossos hacks (tão bem usados estrategicamente, e em casos raros)? Bom…vamos aguardar…afinal de contas a MS sabe disso e vai ter que dar uma solução pra eles…ainda estão na versão Beta 1…
Ah é isso seria legal mesmo … se não fosse a massa de navegadores desatualizados, principalmente o IE, que é o principal problema.
Desda versão 2.0 do Firefox as atualizações são automáticas e parece que todo mundo que usa o FF, gosta de mante-lo atualizado. Já os usuarios de IE, pfffff, não sei se é conseqüência do grande número de windows não licenciados rodando por ai, só sei que a atualização para o IE7 é muito baixa, baixa demais para mudar alguma coisa efetivamente no mercado.
Eu em meus clientes sempre tento migrar eles para o FF, mas os que ainda estão resistentes eu pelo menos atualizo para o IE7, mas a grande maioria ainda está presa no tempo no IE6.
Ótima matéria. Quando a guerra silenciosa dos browsers acabar, talvez não precisemos mais usar css hacks, eles são bons mas eu os ultilizo em últimas circunstânciasÓtima matéria Diego.
Antigamente era um caos fazer sites por esse motivo, levava muito tempo e muitas vezes o resultado nunca saia da forma esperada.
“Quando acabar” a guerra silenciosa dos browsers, talvez não precisemos mais usar css hacks, eles são bons, mas eu os utilizo em últimas circunstâncias. Como tudo na vida é necessário se adaptar as mudanças que acontecem todos os dias, pequenas coisas fazem uma enorme diferença. Assim como sempre estar revendo e estudando os padrões WEB.
Até mais pessoal.
Apenas para completar..
os hacks que citei ainda serão necessários por um bom tempo, afinal teremos que manter compatibilidade com IE 6 e 7 nos nossos sites infelizmente.
Sim sim, eu entendi o que você disse acima. Infelizmnete teremos que manter por muitos anos. Nem todos atualizam o IE ou mesmo usam FF =(
Sou usuário fiel desde a versão 1.0 do Firefox e adoro o browser.
Mas a dois anos migrei para o mundo Mac e desde o final do ano passado comecei a olhar com outros olhos para o Safari 3.0. Ele evoluiu muiiiiito e 99% dos browsers que acesso são compatíveis com ele. Sem contar que no Mac ele é absurdamente leve e rápido. Gostei bastante dos betas do Firefox 3, mas ainda continuo com o Safari 3.0
Ops.. corrigindo: “… 99% dos sites…
Ainda bem que não existe mais essa coisa de Netscape e IE! O lance agora é aderir a padrões mesmo! Não tem como ficar de fora!
Esse guia é de website que utilizam padrões.
Ótima fonte de inspiração pra quem ainda não sabe bem como desenvolver usando webstandarts:
http://www.w3csites.com/sites_thumbs.asp
[…] Diego Eis publicou no Tableless um artigo onde contextualiza a importância da compatibilidade de um browser (navegador web) com os padrões […]
Profissionalizão do mercado web ! até que enfim !
Muito boa esta matéria, me fez relembrar dos velhos tempos aonde tinha que SEMPRE desenvolver 2 sites…que bom que hoje em dia as coisas avançaram, só falta o IE melhorar ou morrer…rs
Meu site: http://www.mdesigner.com.br
Acho que estamos mais perto do que longe.
A alguns anos a maioria das empresas estavam querendo o seu “primeiro site”. Diziam que já possuiam site e já estavam satisfeitas. Hoje estamos vendo uma cena diferente: as empresas que possuem sites ‘antigos’ e ‘mal-feitos’ já pensam em um site melhor graças a concorrência e a exigência de seus usuários.
E quem ganha isso ?! Nós, desenvolvedores com ESTILO =D
nem se fala.
hoje se desenvolvido nos padrões, a compatibilidade entre firefox, ie7, opera, safari é de 99,9%… ficando apenas para trás o atraso do ie6 que temos que conviver ainda…
Exelente artigo, como todos q o Diego escreve.
Que o Diego Eis é um ótimo profissional e que o Tableless é um dos melhores sites/blogs sobre web ninguem discute, mas n sejamos hipócritas, este layout ficou uma B#@%*$%##$@… PQP! Sem falar no peso dele… eu preferia (mil vezes) o antigo…. sorte q assino os Feeds e nem venho aki.
demoro né?!
unifica os browsers aeuauehu XD
é truta, tá na hora, num uso tableless ainda, mas estou louco para começar, achei este site, agora vou estudar…
Excelente matéria!
Devidos a todas essas versões do IE hoje tento substituir os hacks pelos proprietários
“comentários condicionais”. Não tenho muita certeza se é a melhor solução…
“Agora, o objetivo mais difícil ainda precisa ser cumprido: convencer os desenvolvedores a utilizar os Padrões Web.”
Concordo plenamente.. Infelizmente hoje perdemos clientes para o Desenvolvedor que enche flash até em um parágrafo apenas pelo fato do layout ficar “bonito”, sem saber que com isso está perdendo milhares de clientes em potencial.