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Boas práticas de Desenvolvimento com Padrões Web


Anotações soltas sobre como vender e comprar na internet (por um leigo)

Você se conhece de verdade? Quando você compra alguma coisa, compra porque? Todo mundo diz que a ação de comprar é algo emocional. E por ser uma coisa emocional, fica mais difícil encontrarmos o real motivo pelo qual a pessoa compra ou deixa de comprar algo. A Visie está vendendo um PDF sobre Produtividade. E [...]

14/04/2008 por Diego Eis
22 Comentários

Você se conhece de verdade? Quando você compra alguma coisa, compra porque? Todo mundo diz que a ação de comprar é algo emocional. E por ser uma coisa emocional, fica mais difícil encontrarmos o real motivo pelo qual a pessoa compra ou deixa de comprar algo.

A Visie está vendendo um PDF sobre Produtividade. E com essa experiência pude tirar algumas lições. A principal delas é que algo digital ainda não substitui algo físico. O preço do PDF é bem parecido com o preço de alguns livros impressos. O conteúdo com certeza é o melhor que você encontrar sobre o assunto (jabá), então porque ainda encontro pessoas que não tem coragem de comprá-lo?

A internet é nova e ainda existem algumas transformações que precisam acontecer para que possamos ultrapassar barreiras interessantes. Há algumas perguntas que ilustram essa nossa jornada: Quando compro um livro, eu posso emprestá-lo. Sei que aquele livro vai voltar para mim, porque vou emprestar para um amigo de boa fé que vai me devolver depois de lê-lo. Mas e se eu compro um PDF? Quando empresto um livro, eu empresto e fico sem. Mas e o PDF?

Ainda não sabemos vender conteúdo. Na verdade ainda não sabemos vender conteúdo pela internet de forma que o usuário trate esse conteúdo como algo físico, algo palpável.
O mercado de música teve uma experiência interessante. Levando para o lado emocional: quando compramos um CD de música, não compramos por simplesmente comprar. Compramos porque gostamos da banda, a música deles traz boas recordações, te faz pensar em coisas que você gosta, de alguém que você gosta. Logo, quem vende CD não vende música, vende sentimento. Vende sensações, lembranças. Levando para o lado racional: essas lembranças custam caro. Um CD bacana custa por volta de R$20, R$30, R$50!
Hoje há outras alternativas, posso abrir o iTunes e comprar apenas 1 música. Aquela música que me traz as boas recordações, aquela música que me faz sentir bem. A diminuição do preço, neste caso, foi um dos pontos principais que ajudaram essa indústria específica a ganhar uma outra roupagem. A lembrança agora custa US$1,99. Não preciso comprar um CD, com capa, encarte e tudo mais. Algo físico. Algo palpável. Posso comprar aquela lembrança específica, colocar no meu MP3 Player e pronto. Se o preço é baixo, a pirataria perde força.

Essa fórmula já não pode ser aplicada ao pé da letra quando vendemos conteúdo textual ou vídeos, por exemplo. Cada um dos meios tem sua fórmula específica. Qual a razão emocional que levará o camarada a comprar um PDF? Qual a razão emocional que fará o camarada comprar um vídeo? Qual a razão emocional que fará o camarada a usar um serviço grátis? Ser grátis pode não ser o bastante para seduzir o usuário, mas possibilidade de saber o que o amigo dele está fazendo naquele exato momento é.

Claro que compramos também por necessidades. Se você precisa de algum tênis, comida, roupa, você compra. Quando isso se torna emocional? Quando você compra algo que não está precisando? Se você já tem um smartphone bacana, porque vai querer o iPhone? O seu smartphone não faz ligações, não guarda contatos, não executa programas? Talvez, como eu, você não saiba responder porque quer. Mas com certeza você sabe que quer. Com o usuário é a mesma coisa. Basta descobrir, como a Apple, o caminho emocional que fará o usuário desejar (não querer) seu produto ou seu serviço.

Por Diego Eis

Diego Eis é sócio e diretor de treinamentos da Visie Padrões Web, desenvolvedor web, palestrante, microblogueiro, fotógrafo amador, pintor de gibi nas horas vagas, criador do Tableless.com.br e gosta de ouvir música.

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Frederico Fiuza 14/04/2008 às 11:29

Nossa cara, filosofando alto…
Agora, uma dica, a Visie, é uma grande formadora de opiniões, é fato que para desenvolvedores, palavras citadas por vcs tem peso , e um belo peso. Já que vcs são como o Jô, cheios de conteúdos, produzam livros mesmo, abra ae uma livraria, a livraria da Visie, seria uma fonte de renda a mais e uma boa solução para difundir ainda mais suas idéias..
Sinceridade, eu compraria o livro sobre produtividade, mas um PDF, nao sei pq, mas não compraria !

Lucas TS 14/04/2008 às 13:28

Não me entenda errado,
Mas quanto a compra do PDF de Produtividade, que eu iria comprar, me senti enganado pelo post, que ao final dava como se pudesse baixar de graça o tal pdf.

Recapitulando, ao ler o post estava com vontade de comprar, chegando ao fim Li que podia baixar de graça.
Mas na realidade o link levava para outro PDF.

Bom, isso me pareceu um desrepeito, afora outros que de repente nao compraram por achar que realmente podiam baixar de graça.

Inside 14/04/2008 às 13:40

Eu comprei porque o conteúdo dele me atraiu, só isso =]

[]‘s

Lucas TS 14/04/2008 às 13:46

Acabei de comprar, segundo um comentario no post original, era um bug o link nao estar aparecendo.

Agora, é estranho nao poder compartilhar com os amigos.

Como citado, é como um livro, se tu gosta, vai acabar comprando.

Tomara que tenha realmente o valor descrito

Guido 14/04/2008 às 16:03

O link pro twiter não tá funcionando.

R$1,99 por musica ainda é caro.

Tatiana 14/04/2008 às 16:07

Há 10 minutos atrás tocou o interfone. Era um rapaz vendendo “rapadura caseira individual”. Eu achei a idéia bacana, ele embalou em pedacinhos tipo “paçoquinha”. Perguntei o preço – 50 centavos – achei bom e comprei.

Em momento algum me passou pela cabeça qua aquilo poderia ser de graça. O rapaz provavelmente quase não teve custo (rapadura é só açúcar) mas ele me vendeu um produto, preencheu uma necessidade pontual minha.

Me pergunto por que então o Brasileiro tem a idéia (errada) de que tudo na Internet tem de ser gratuito?

Espera um pouco. O PDF “Produtividade e Web 2″ é bom. Sim o conteúdo – aliás como qualquer informação – pode ser encontrado na Internet, mas mesmo assim é fruto de um bom trabalho, de massa cinzenta que levou um bom tempo para organizar e apresentar a informação de forma clara e objetiva.

Por que então isso tem que ser de graça e valer menos que a rapadura que comprei?

Marcos Oliveira 14/04/2008 às 17:12

Eu não coprei porque não consegui pagar com boleto bancário

Fernando 14/04/2008 às 17:39

Não querendo desrespeitar o conteúdo do PDF, que parece interessantíssimo, mas eu, como comprador, prefiriria muito mais um livro. Por que? não sei, talvez por saber todo o processo por trás da publicação de um livro, ou talvez pela fama que o autor tem.
O exemplar da Apostila sobre XLST irá ajudar muito nas vendas dos PDFs, pois possui um conteúdo de qualidade.
Mas ainda prefiro livros.

Fernando 14/04/2008 às 17:39

Desculpem o equívoco, XSLT. :$

Fernando 14/04/2008 às 18:21

Vocês mesmo falaram. É praticamente o preço de um livro impresso sobre o mesmo assunto. Mas para afinal vender um livro, há uma série de custos como impostos, impressão e logística.

Agora pense no que faz o preço e um livro. A qualidade do material e da impressão? A popularidade do autor ou da obra? A exclusividade do conteúdo? A credibilidade da editora? Se você comparar qualquer um destes critérios com o o material a venda, vai ver que fica faltando muito ainda pra se comparar com um livro de verdade. Não que o conteúdo não valha a pena (eu não li pra saber), mas certamente não é o único sobre o assunto, e qualquer consumidor consciente faz comparações antes de comprar alguma coisa.

Me parece, assim sendo, totalmente equivocado o preço de R$ 19,90 por uma publicação digital, independente o valor, já que há a possibilidade de obter lucros satisfatórios com base no volume de vendas, caso o preço seja realmente acessível.

Vejam bem, é só minha opinião, que achei relevante compartilhar porque o post critica a boa-vontade popular em gastar. Acho que há um também popular equívoco no que toca este assunto. O brasileiro é pobre, nossos valores são mesmo baixos comparados com outros países, mas algumas empresas querem ignorar a todo custo este problena, As operadoras de telefonia celular, por exemplo.

Um conselho? Coloca o preço a R$ 3,99 e você vai ver o quanto isto vende.

Nelson 14/04/2008 às 19:19

Talvez o pessoal não tenha comprado porque o preço está meio alto para um PDF de 68 páginas. Boa parte do preço de um livro físico vai para os custos de produção: capa, impressão, distribuição. E um livro impresso de 68 páginas muitas vezes sai por menos do que 20 reais… Sem desmerecer o trabalho de vocês, que aprecio muito, não estariam vocês supervalorizando um PDF que não se pode nem ‘emprestar’ para o amigo?
Vocês estão explorando uma nova mídia, nem sempre se acerta de primeira…

Diego Eis 14/04/2008 às 20:22

Galera, o assunto aqui, na verdade, não é o PDF de produtividade… Estou discutindo outro ponto… o ponto de qualquer produto digital. Dei o exemplo do PDF porque ele foi a última experiência com esse tipo de situação…

Juvenau 14/04/2008 às 21:17

não compreendi pq o “livro” não poderia ser emprestado?

tem alguma “Proteção”?

pq teoricamente era só uma pessoa comprar e disponibilizar pra 5, q disponibilizariam pra +5.. ai vcs ja conhecem mto bem o fim.

Rafael Marn 14/04/2008 às 23:24

Pensando bem, eu não quero PDFs. Escrevam livros, e terei-los todos.

Super Proton 15/04/2008 às 11:13

O PDF eu não posso ler deitado… ;)

Rubens 16/04/2008 às 09:33

Só consigo ver uma (e importante) vantagem em comprar um livro digital ao invés de um livro “físico”:

Ecologia.:)

Leonardo Sanchez 16/04/2008 às 14:03

Hoje em dia vender informação pela internet é complicado, vejo muitas pessoas por ai com seus blogs, querendo fama para ter nome, mas ao ler as materias e informações, percebo que já tinha visto aquilo.. mas em inglês.. então tem muita gente que se gaba, mas a unica coisa que faz é traduzir máterias dos gringos e colocar seu nome lá embaixo do post, sem ao menos citar a fonte, traduçao na cara dura!!
Talvez seja por isso.. que não compre uma informação digital, se fosse algo impresso.. com autor, bibliografia, tudo certinho.. que você olha.. pensa.. e fala.. nossa esse cara é bom.. entende realmente do assunto.. e quer realmente passar o que ele sabe para os leitores.. não apenas traduzi algo e jogar na net pros troxas comprarem, pq la em baixo tem tal nome… pra fala a verdade hj em dia ta assim.. primero tem q ter nome.. depois vender td que aparece pela frente.. com olhos so no dim dim $_$ …dúvidas? sugestoes? reclamaçoes?? não… pq apenas traduzi uma coisa q nem sei direito o que é!! minha sincera opinião.. abraços a todos!

Bruno Francisco Santos 17/04/2008 às 00:54

No fim do post voce disse tudo!
Porque todos nós(ou quase todos) queremos um iPhone? um iPod? um Mac ?

Eu ainda acho que as compras se fazem de motivação para elevar o “status”.

Assim como eu quero comprar o PDF para elevar o meu “status” intelectual, eu posso comprar um carro de luxo para elevar o meu “status” social.

Bah, filosofia é foda :~
Odeio essas coisas que não são exatas
:D

Francisco dos Santos 18/04/2008 às 13:09

Parece me que o valor emocional e intelectual podem mudar a prioridade de qualquer coisa que fazemos.

Em minha opinião, por falta de costume ou outro motivo qualquer, posso dar maior importância ao meio e não ao conteúdo. Um livro com uma capa bonita e impressão impecável pode fazer com que eu o escolha em lugar de algo com mesmo conteúdo, mas sem o apelo do primeiro, no caso um documento PDF, citado como exemplo.

É isso aí.

Guilherme Borrtoli 23/04/2008 às 09:34

Confio na Web e principalmente em meu julgamento em relação às lojas que compro. Isso sempre me deixou tranqüilo na hora de comprar on-line. Infelizmente, há empresas e pessoas de má fé que “negativam” essa prática e acabam tornando nebuloso o meio como um tudo. Posso citar um exemplo, onde comprei um eBook de uma empresa chamada Atípico (www.atipico.com.br), o qual o próprio Élcio escreve o prefácio (vida amostra grátis no próprio site). Após o ingênuo pagamento antecipado (já padrão na mídia), nunca recebi retorno algum, seja para me cobrar, para avisar que não foi localizado o pagamento ou para responder as inúmeras tentativas de contato. Se eu fosse um leigo no meio, seria muito provável que essa seria a minha última compra. Infelizmente, empresas como essa, estão prejudicando indiretamente o nome do próprio Élcio, que colocou seu nome na reta ao assiná-lo no prefácio.

Olavo Flores 27/05/2008 às 14:46

É interessante mas não substituirá o livro impresso, creio que pela facilidade de manuseio tornando a leitura mais agradável. Há Braços!!! Parabens pelo espaço!

como comprar na internet 27/09/2008 às 21:14

se for útil, criei um tutorial onde explico tudo direitinho acerca de como e onde comprar na internet. tenho tutoriais sobre como o faze em segurança bem como acerca de métodos de pagamento. espero que possa ajudar.

pode encontrar aqui: http://thelowcostsite.com/pt/