Nomenclatura no desenvolvimento web é um assunto que muitas vezes é ignorado pela maioria dos profissionais. E é o que muitas vezes causa problemas no decorrer do projeto.
Escolher nomes adeqüados, tanto para arquivos quanto para nomes de variáveis, identificação de elementos, seções e etc, é tão importante quanto qualquer outra parte do projeto. Este pequeno detalhe pode ser o começo de uma grande confusão sem volta.
Imagine um site simples com elementos básicos como um cabeçalho, uma coluna na esquerda, uma coluna no meio para o conteúdo e outra coluna no lado direito, e por último o rodapé.
Ao criar a estrutura XTHML para este site, o primeiro nome que vem a cabeça para nomear, por exemplo a coluna da esquerda é: id=”colunaesquerda”. Ou algo parecido, não é?
Este nome, com certeza é muito sugestivo e objetivo. Mas, infelizmente, pode lhe trazer problemas sérios. Suponha que este site seja feito com CSS, que lhe dá facilidade para mudar o layout facilmente mudando algumas linhas de código. Você ou seu cliente resolve que o site deve mudar um pouco de visual. Que a coluna da esquerda, deveria agora ficar do lado direito, e vice-versa.
Então, você localiza no CSS o objeto chamado #colunaesquerda e o posiciona à direita. Localiza o objeto #colunadireita e o posiciona à esquerda. Conseguiu calcular o problema? O elemento #colunaesquerda não é mais a coluna da esquerda, ele está alinhado agora a direita. Não parece estranho um objeto se chamar #colunaesquerda estar alinhado à direita?
Imagine o trabalho que será mudar este nome nos arquivos? Provavelmente você fará um post-it com esta observação e guardará embaixo do teclado, onde ele ficará esquecido até a próxima limpeza da faxineira.
Ter bons nomes é uma questão de semântica. Não é raro acontecer casos como o citado acima. Isto pode se tornar uma bola de neve. Uma vez errado, ficará errado até o final do projeto, e quanto mais tempo o erro continuar, mais dificil será corrigi-lo. Por isso, preste bem atenção quanto a nomenclatura de elementos.
Uma dica que sempre dou aos alunos aqui nos cursos, é nomear os elementos da página de acordo com sua função: Se na coluna da esquerda houver o menu principal do site, nomeio o div como #menuprincipal ou simplesmente #menu. Se a coluna da direita houver publicidade por exemplo, nomeie esta coluna como #publicidade e não #colunadireita. Isso evitará muito transtorno durante o desenvolvimento do projeto. Nomeie os elementos de acordo com sua função.
Esta regra de nomeclatura também pode ser aplicado à arquivos. Já falei aqui sobre Modulação de CSS. Se você irá criar arquivos CSS individuais para cada seção do site, nomeie de acordo com a função da seção do site. Se é um CSS que irá formatar o menu principal, o arquivo poderia se chamar menuprincipal.css. Nem preciso dizer que nomes como menu_principal_coluna_esquerda.css não são boas pedidas.
Lembre-se que nomenclatura dos elementos pode ser questão de semântica. É coisa séria e pode trazer muitos problemas se não for pensado direito. Gaste uns segundos a mais para elaborar nomes melhores. Não dói e previne dor de cabeça.
Apresentação show de bola criada pelo Tantek Çelik.
Interessante entrevista com o Hakon Wium Lie, criador do CSS.
Ele fala um pouquinho sobre o futuro desta linguagem de formatação que vem mudando nosso método de trabalhar com criação para Web.
Hakon Resonds to questions about css and…
Se você faz sites grandes usando CSS, já deve ter notado que chega uma etapa do trabalho que se não prestar a atenção devida, podemos nos perder em mundo de propriedades, classes e ids. O CSS ajuda muito no desenvolvimento, isso é fato e ninguém duvida. Acontece que se você não tiver o mínimo de organização, pode ficar tão bagunçado quanto desenvolver sites usando tabelas.
Há uma maneira de organizar melhor seu CSS e deixá-lo organizado para que a manutenção seja rápida e transparente. Isso é possível quando modulamos o CSS.
Os sites costumam ser dividos em vários pedaços. Um site simples, por exemplo, pode ser divido em 5 pedaços principais: Topo, Coluna da esquerda (onde normalmente vai um menu lateral), Coluna do meio (onde geralmente vai o conteúdo do site), Coluna da direita (publicidade, busca, etc) e Rodapé.

Você pode dividir seu CSS de acordo com este padrão. Ou seja, criar um arquivo CSS para cada pedaço do site, e depois importá-los em apenas um arquivo CSS principal, que será linkado na home.
No caso deste nosso sites simples, com 5 pedaços, você teria um arquivo CSS para o topo, onde você formataria tudo que pode estar no cabeçalho do site: Logo, menu, busca, data, etc… Outro CSS que formataria a coluna da esquerda, outro arquivo para coluna do meio, e assim por diante.
Você teria 5 arquivos CSS que conteriam a formatação de cada pedaço do site unicamente. Isso evitaria ter apenas um arquivo de CSS com centenas de linhas. Onde é um tanto custoso fazer alguma alteração. Separando seu CSS em pequenos módulos, você consegue ser mais rápido na hora de executar manutenções, porque você sabe onde exatamente encontrar a formatação de cada área do site. Se o problema é na lateral esquerda, você vai direto no arquivo responsável pela formatação da coluna da esquerda. Poupa trabalho de ficar procurando onde fazer a alteração.
Para importar todos os arquivos CSS em apenas um, usaremos o comando @import:
@import url(topo.css); /** CSS do cabecalho **/Os nomes que eu usei para os arquivos são apenas para explicação. Não é bom usar nomes tão específicos por falta de semântica. Isso é papo para outro post.
@import url(colunaesquerda.css); /** Coluna da esquerda **/
@import url(conteudo.css); /** Conteúdo do site **/
@import url(colunadireita.css); /** Coluna da direita **/
@import url(rodape.css); /** Rodapé **/
Você pode ainda ir mais além, e criar arquivos individuais para seções específicas do site, como por exemplo telas que usem formulários: Telas de cadastro, contatos, logins, etc.
Use o bom senso. Não exagere. Não adianta você criar dezenas de arquivos CSS, em vez de facilitar a vida, você vai piorar. Já vi muito desenvolvedor criar um arquivo CSS para formatar apenas duas ou três propriedades de um objeto. Isso é contraproducente. Não vale a pena criar um arquivo para tão pouco código.
Um bom planejamento antes de começar a estrutura seu CSS é muito bem vindo. Analise o layout e defina as seções principais. Mapeie as páginas que terão formulários, elas costumam ser mais complicadas que o geral, é bom que elas tenham um arquivo CSS individual.
Crie uma pasta CSS onde você irá colocar toda a formatação do site. Nesta pasta se encontrarão apenas os arquivos CSS e a pasta de imagens que estes arquivos irão utilizar.
Não crie nomes complicados para os arquivos CSS. Tente manter a simplicidade e objetividade nos nomes para que não haja problemas posteriores de conflito. Já vi muita gente colocar nomes como: cabecalho_interna_sistema_logado.css
É muito fácil cometer erros com uma nomeclatura desta maneira. Seja sucinto na hora da escolha dos nomes.
Fazendo todo este planejamento, é simples de controlar toda a estrutura de formatação do site.
A maneira que eu apresentei aqui é muito básica. Você com certeza fará sites bem maiores e complexos do que nosso exemplo. Mas a idéia continua a mesma. Adapte esta técnica de acordo com as necessidades do projeto. Invente maneiras novas… lembre-se que padrões web vieram para libertar.
Uma das coisas que me impediam de usar o Flock, era que eu não poderia usar algumas extensões do Firefox. Haviam extensões como a Web Developer, que me quebravam um galho, que não funcionavam no Flock.
Nesta nova versão, tomei mais coragem e baixei para tentar usá-lo como um browser padrão. As integrações que ele tem com serviços como WordPress e Flickr são ótimas, coisas que me chamavam bastante atenção, já que sou usuário dos dois serviços.
Hoje, fiz um teste que parece ainda estar funcionando. Instalei no Flock, extensões do Firefox, só para ver o que acontecia. Qual foi minha surpresa ao perceber que a Web Developer, ColorZilla, MeasureIt, Gmail Manager e outras funcionam perfeitamente!
Acho que agora o Flock pode se tornar um browser poderoso. Não garanto que ele vai tomar totalmente o lugar do meu Firefox, mesmo porque ele ainda está em uma versão muito inferior para ser usado com tanta segurança, mas mesmo assim, ele conseguiu superar as expectivas. Pelo menos as minhas.
Para instalar as extensões do Firefox, basta ir até a página de Extensões para Firefox, procurar a extensão que desejar e instalar. Aparecerá um alert com a mensagem de que esta extensão não foi feita para o Flock, mas que se você quiser usar mesmo assim, basta clicar em OK. Clica em OK, e seja feliz.
Este post foi feito dentro da interfacezinha do Flock, que é bastante confortável e rápida! Dá para substituir bem a interface de postagem do WordPress quando for fazer posts rápidos.
Voltei ao Bloglines para me colocar em dia com o que aconteceu no mundo enquanto eu estava imerso num projeto. Encontrei dois interessantes posts do SemJanelas.net.
O primeiro, Yahoo! Local Suporta Microformatos, considero uma excelente notícia. A adesão do Yahoo! pode ajudar muito a popularizar os microformatos, e todos nós ganhamos com isso.
Então, vamos ao be-a-bá. Se você ainda não entendeu, nós podemos ajudar. A idéia é simples, você coloca um trecho de código assim no seu site:
<div class="vcard">
<a class="url fn" xhref="http://tantek.com/" mce_href="http://tantek.com/">Tantek Çelik</a>
<div class="org">Technorati</div>
</div>
E eu também, e pronto, temos um formato padronizado. Posso agora fazer um programa, como uma extensão do Firefox, que leia desse formato e, por exemplo, crie um banco de dados para mim ou insira estes contatos no Outlook. Veja, por exemplo, esta aqui, que usa XSL para ler os dados. Curiosamente, quando comecei a ler sobre microformats, logo pensei em XSL.
Naturalmente, quanto mais gente usar microformats, mais úteis eles são. Por isso, a notícia de que cada profile do Flickr é também um hcard pronto para que você crie aplicações com isso é muito interessante.
O segundo chega a ser engraçado: W3C: Melhores Práticas pra Web Móvel (e Confusão do IDG Now!). Engraçado e ao mesmo tempo entristecedor. É impressionante a quantidade de vezes que ouço falar de WAP aqui no Brasil. Gente, por favor, WAP morreu, faz tempo. É engraçado ver gente que nunca fez WAP, nunca escreveu um WML, nunca sequer acessou um site WAP, encher a boca e falar de WAP como se algo que “vai revolucionar” seja lá o que for.
Que fique claro: WAP, pessoal, é um protocolo próprio de transmissão de dados para dispositivos móveis, que já existe há um bocado de tempo. WAP não deu certo, não porque era caro de se usar, ou não foram feitos investimentos adequados em conteúdo, ou porque não suportava imagens e multimídia. WAP morreu porque não era web. Porque você não poderia acessar o conteúdo aqui do Tableless, a não ser que alguém se desse ao trabalho de produzir uma versão WAP do conteúdo. Não poderia também ler seus e-mails, os blogs de seus amigos, as notícias do seu portal predileto. Não poderia pesquisar e acessar as bilhões de páginas que o Google indexou. E seria demais esperar que esse conteúdo fosse todo convertido para um novo formato.
Este é o ponto chave dos padrões web. Ao fazer direito, seu site pode ser acessado em qualquer dispositivo. É por isso que fizemos tanto estardalhaço a respeito do Opera Mini. Em seu celular que só acessava WAP, para o qual você praticamente não tinha conteúdo disponível, agora se torna capaz de acessar a web de verdade. Basta que tenha suporte razoável a Java e sua operadora ofereça o serviço de acesso à web.
Agora você pode ler seus e-mails, acessar conteúdo de verdade, ler os blogs de seus amigos e de seus inimigos e até fazer um curso da Visie no celular. Agora sim, já temos conteúdo, podemos falar sobre disponibilidade de conexão, banda e preço.
Ah, sim, nada do que eu disse nesse post é novo. O Henrique tem falado sobre microformats há um bocado de tempo, e já recomendamos seu blog aqui algumas vezes ao falar sobre o assunto. Já morte do WAP, essa é beeem mais velha. Mas resolvi escrever tudo de novo porque ainda tem muita gente confusa por aí, principalmente jornalistas
Os 5 primeiros felizardos que comentarem este post, irão ganhar um convite do Google Analytics.
Direi mais sobre Google Analytics em posts futuros. Posso adiantar que ele é ótimo… excelente.
Faz algum tempo que estou usando o Google Analytics para monitorar as estatísticas do Tableless. Para quem não sabe, o Google Analytics é uma aplicação que o Google fez para monitorar visitas do seu site. Abaixo, seguem algumas estatísticas interessantes sobre o Tableless.
Não sei quais eram os números sobre resolução antes de fazer este design. Mas lembro-me que houve um tanto de revolta entre aqueles que usavam 800×600. Acho que alguns deles mudaram de resolução e agora usam 1024×768. O que eu acho uma boa melhora!
As outras estatísticas são bem curiosas também. Se vocês perceberem ali no PLATAFORMAS E BROWSERS, tem um Windows 98! Uau!
Você ainda não assina o feed do Tableless? Ele é o melhor jeito de ficar sabendo das novidades que postamos aqui. Várias pessoas visitam o site todos os dias atrás de novidades, o que pode ser um tanto cansativo já que o site não tem novidades todos os dias.
O Tableless trabalha com 2 feeds principais: O primeiro é o Feed do site, com todas as novidades, artigos, tutoriais, videos, podcast e tudo mais que é postado no site. Este é o endereço: tableless.com.br/feed/. O segundo é o Feed do Del.icio.us. Neste nós postamos links interessantes que vimos e coisas que estamos lendo e estudando durante a semana. O endereço é: del.icio.us/rss/tableless.
Faça bom proveito.
Muitas vezes preciso trabalhar longe do meu querido computador, e sempre é um parto para conseguir ter uma certa produtividade. É dificil porque se está longe da sua máquina, que você configurou do seu jeito, da maneira que você gosta. E quem trabalha com Web pode ser uma das piores experiências, pois na maioria das vezes você está em algum lugar que não há nem Opera nem Firefox para salvar a pátria.
O Firefox tem uma versão portável, feita para carregar no seu memorykey! O Portable Firefox é perfeito para quem gosta do navegador e passa por alguns bocados quando se vê em situações que citei acima.
Você pode ter suas extensões (não consigo mais desenvolver sites sem algumas delas), skins, favoritos e tudo no seu pendrive. O interessante é que ele roda diretamente do seu pendrive sem problema nenhum. Só conectar o bichinho e sair usando o navegador.
Coloquei no meu iPod o meu Portable Firefox, com todas as extensões que preciso, meus favoritos (sincronizado com Foxmarks) e skins, mais o Editplus que funciona standalone, com minhas contas de FTP e configurações. Um sonho para todo desenvolvedor em uma lanhouse que só tem o monstrengo do IE. Só claro os programas gráficos como Illustratos ou Photoshop. Mas ter um editor bom e um navegador com ferramentas de desenvolvimento já um grande passo para ter ótima produtividade em qualquer lugar.
No site PortableApps tem um bocado de softwares que podem servir em ocasiões chatas. Você encontra desde Thunderbird até o cliente de FTP FileZilla. Vale a visita.
Quem trabalha com Firefox sabe como as extensões podem mudar a vida de um desenvolvedor. Nós separamos algumas extensões e sugerimos para você. Confira.
Leia maisO desenvolvimento com wordpress vem crescendo e sua plataforma está ficando mais robusta a cada dia. Por isso preparamos alguns artigos e tutoriais sobre desenvolvimento e implemetação de Wordpress em sites.
Leia maisHoje não é sorte. Colocar um site em uma boa colocação no Google não é fácil e muitas vezes pode ser uma dor de cabeça sem tamanho. Por isso, manter um código organizado e simples é um bom começo. Separamos algumas dicas para que você consiga otimizar seu código e fazer algumas modificações nos seus sites para que eles não fiquem atrasados.
Leia maisNós falamos muito sobre XHTML e CSS. Então, nada mais justo que ter um lugar onde você consiga aprender melhor as técnicas e metodologias de desenvolvimento com CSS e XHTML.
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